domingo, 28 de junho de 2020

sexta-feira, 26 de junho de 2020

A ÁGUA É UM BEM COMUM


Não podemos nos calar ou ficarmos indiferentes a esse nefasto acordo entre o Congresso & Bolsonaro. 

Querem privatizar a água em nome de um eficiente Saneamento Básico para todos. Mera ilusão. 

Apenas estão criando uma agenda positiva para abafar os escândalos envolvendo rachadinhas da família Bolsonaro e para o Guedes implantar esse ajustes de subserviência aos interesses daqueles que querem se locupletar com as riquezas naturais do Brasil. 


Tudo isso sob a batuta do senador Tasso Jereissati, logo ele que detém os interesses da Coca-Cola Brazil, justamente quem mais consome água potável na fabricação de refrigerantes e que tem causado danos irreparáveis nos países onde conseguiram impor seus interesses privatistas da água, exemplo do México. 

Como propor um projeto dessa magnitude sem antes discutir amplamente com todos os setores da população brasileira? Afinal trata-se da ÁGUA. 

No Chile a privatização desse bem comum é responsável pela escalada do coronavirus, depois de décadas sob controle privado, a maioria dos chilenos não tem acesso ao higiene. 

No Amazonas, a cidade de Manaus faz 20 anos que privatizou e ainda hoje a distribuição da água assim como o Saneamento Básico continuam precários.

Querem privatizar o acesso às águas do Brasil no momento que esse mesmo governo libera garimpo e devastação da floresta, assoreando os rios e extinguindo a paisagem aquática. 

A "boiada" está passando...

Precisamos impedir a sua passagem. 

É urgente. É agora. 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

A BANALIDADE DO VOTO



A escritora Lya Luft se declara arrependida ter votado em Bolsonaro. 

- Hein? 

Cinismo ou falta de clareza sobre a vida, esta que ela se arvora em oferecer conselhos de auto-ajuda. 



Em todo caso, isso só revela como foi possível o nazismo ter tomado o poder na Alemanha, justamente quando aquele país vivia numa era iluminada nas artes e nas ciências...E, no entanto, deu naquela merda que exala mau-cheiro no Brasil de hoje, justamente a partir das atitudes desse bosta que nunca escondeu seus propósitos de extrema-direita, racista, homofóbico e ditatorial.

terça-feira, 23 de junho de 2020

HERMETO PASCOAL - O BRUXO DOS SONS


Hermeto Pascoal - O bruxo dos sons. 


Hoje é dia dele, desse gênio da música brasileira, músico de raiz, autodidata, aprendeu aos 13 anos tocar acordeão... saxofone, flauta entre outros instrumentos...panela, garfo e faca...nos fascinou como até hoje nos enche de alegria. 

Salve Hermeto, 84 anos de pura beleza. 

Foto by Monica Imbuzeiro

segunda-feira, 22 de junho de 2020

COMO ERA GOSTOSO O MEU FRANCÊS - O FILME


Hoje é o último dia para atender ao desafio dos 10 filmes que fizeram a cabeça. 

O filme que posto é uma resposta aos olhos reprimidos desses dias carregados do conservadorismo hipócrita. 


COMO ERA GOSTOSO O MEU FRANCÊS (1971), dir. Nelson Pereira dos Santos.

Esse filme é de uma extraordinária beleza. Ele nos leva aos dias primeiros das nossas origens de Brasil, mas o grande feito é a realização dessa obra-prima cinematográfica. 

Ele de certa maneira se encaixa nas metáforas daqueles anos 60 sob a atmosfera hedonista do tribalismo hippie, ao mesmo tempo que desafia os tempos mais sombrios de repressão e censura da ditadura (1970, AI-5). 


O diretor alimentou durante anos a realização desse filme, dessa historia, finalmente conseguiu com seus amigos que formavam uma "tribo" em Paraty. A liberdade com o corpo nu é mostrada na interpretação do elenco, sobretudo na relação mágica entre a atriz Ana Maria Magalhães (índia-Seboipeg) e Arduino Colasanti o branco (francês Jean). 

O filme se alinha, também, no imaginário daqueles anos: Festival Woodstock, Musical Hair e de tantos outras manifestações como o movimento "Tropicalista", influenciado pelas idéias do "Manifesto Antropofágico" de Oswald de Andrade. 


Para os índios Tupinambás, "quanto mais poderoso era o inimigo, mas gostoso ele era". Uma resposta aos inimigo de sempre, mas sobretudo uma resposta direta aqueles anos que reprimia, censurava, prendia, torturava e matava aos gritos de um general: "O índio não pode impedir a passagem do progresso"

Felizmente esse filme veio para celebrar a beleza da liberdade. Era preciso exerce-la. Está desde a nossa origem. - Viva a Vida! Viva a Arte! Viva o Cinema Brasileiro! 

"Livre-pensar é só pensar" Millor Fernandes

www.tudoporamoraocinema.com.br

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Nasceu em Manaus-AM. Cursou o Instituto de Artes e Arquitetura-UnB(73). Artes Cênicas - Parque Lage,RJ(77/78). Trabalha há mais de vinte anos em projetos autorais,dirigindo filmes documentários:"SEGREDOS DO PUTUMAYO" 2020 (em processo); "Tudo Por Amor Ao Cinema" (2014),"O Cineasta da Selva"(97),"Via Látex, brasiliensis"(2013), "Encontro dos Sabores-no Rio Negro"(08),"Higienópolis"(06),"Que Viva Glauber!"(91),"Guaraná, Olho de Gente"(82),"A Arvore da Fortuna"(92),"A Agonia do Mogno" (92), "Lina Bo Bardi"(93),"Davi contra Golias"(94), "O Brasil Grande e os Índios Gigantes"(95),"O Sangue da Terra"(83),"Arquitetura do Lugar"(2000),"Teatro Amazonas"(02),"Gráfica Utópica"(03), "O Sangue da Terra" (1983/84), "Guaraná, Olho de Gente" (1981-1982), "Via Láctea, Dialética - do Terceiro Mundo Para o Terceiro Milênio" (1981) entre outros. Saiba mais: "O Cinema da Retomada", Lucia Nagib-Editora 34, 2002. "Memórias Inapagáveis - Um olhar histórico no Acervo Videobrasil/ Unerasable Memories - A historic Look at the Videobrasil Collection"- Org.: Agustín Pérez Rubío. Ed. Sesc São Paulo: Videobrasil, SP, 2014, pág.: 140-151 by Cristiana Tejo.