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Já o conhecia através de alguns filmes que me marcaram, mas desconhecia o quanto ele havia contribuído para a existência daqueles clássicos.
Foi Carlos Nascimbeni que nos apresentou, mas a nossa aproximação aconteceu quando realizei o meu filme “O Cineasta da Selva” (97).
Fiz questão de convidá-lo para assessorar o ator José de Abreu no manuseio de películas em moviolas vertical e de mesa. A vertical, justamente mais antiga nos foi emprestada por uma escola de cinema, sob recomendação que não se podia fazer funcionar por que se encontrava quebrada.
Logo no primeiro dia das filmagens Mauro rondava o estúdio feito um gato, quase não se ouvia a sua voz e o seu caminhar. Enquanto preparávamos a filmagem das cenas, respeitosamente mexia aqui, ali e maravilhava-se diante das centenas de objetos antigos que por si mesmos contavam a história do cinema desde a sua gênese. Vez e outra ele contava algumas dos causos da Vera Cruz, Mazzaropi, Khoury, Babenco e tantos outros mestres do nosso cinema... De repente... Zás, escuta-se um ruído, ali estava Mauro Alice, com um sorriso: “gente, funciona!”.
Esse fato deu um toque mágico por que criou um clima que tudo poderia ser possível acontecer desde que Mauro Alice estivesse por perto. O ator José de Abreu que interpreta Silvino Santos pôde exibir performances de um autêntico montador numa moviola vertical, não era encenação, era tudo verdade.
Por coincidência éramos vizinhos, quase sempre estivemos em encontros de rua, esquina, hortifruti, padaria ou no seu apartamento em Higienópolis. A última vez foi quando lhe entreguei uma cópia DVD do meu filme “O Cineasta da Selva”. Ele me havia contado que não havia tido a oportunidade em adquiri-lo. Quando apareci com o DVD nas mãos ficou tão emocionado, parecia que havia ganhado um troféu, relembrou de causos acontecidos nos bastidores da filmagem e logo enveredou nos segredos da montagem no cinema e da rapidez que atualmente as cenas surgem feitos tiroteios como nos filmes de bang-bang. Com a cabeça raspada, passou a usar elegantes chapéus, encontrava-se doente, mas nunca reclamou, alimentava planos secretos em realizar um filme.
Recebo a notícia da sua morte ao acessar o “facebook”, encontro-me em Cancún-México como curador das imagens exibidas na exposição “Espaço Brasil/Amazônia”, durante a realização da COP 16. Daqui de longe, neste país de tantas histórias e ambíguidades geográficas, é America do Norte e também América Central, cenário privilegiado do imaginário cinematográfico (Que Viva México!), logo penso na ambigüidade Mauro Alice, masculino, feminino e o sorriso de gato da Alice no País das Maravilhas.
"Compartilhamos a seguinte carta pública, endereçada aos/às representantes de governos perante a Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática, a ser realizada em Cancún, México, entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro."
(...)
"Conferência das Partes – Convenção sobre Mudança Climática"
"Senhoras e Senhores representantes de governos:"
"Como vocês bem sabem, a mudança climática está ocorrendo e suas conseqüências já estão sendo sofridas por milhões de pessoas –particularmente as mais vulneráveis- e todo indica que o problema está agravando-se a passos largos. As causas do aquecimento global são perfeitamente conhecidas, bem como as medidas necessárias para evitar que se aprofunde e acabe afetando a humanidade toda. No entanto, tanto vocês quanto nós sabemos que os governos que representam continuam negando-se a fazer o que é sua obrigação para enfrentar seriamente o problema."
"É bom lembrar que em 1992, todos os governos do mundo se comprometeram, em uma convenção internacional, a adotar medidas para evitar o desastre climático. Surgiu assim a Convenção sobre Mudança Climática, que quase todos os governos assinaram e ratificaram. Desde a época transcorreram 18 anos, durante os quais os governos têm feito pouco e nada para enfrentar o problema. Isto é, durante quase duas décadas o espírito da Convenção, que visava a evitar que a mudança climática ocorresse, tem estado sendo violado. Considerando suas possíveis conseqüências para a sobrevivência da humanidade, essa violação pode ser tachada de crime de lesa humanidade." (...)
(Almanakito / Maria do Rosário Caetano): Jornal Valor Econômico (5 a 7 de novembro) de Maria Cristina Fernandes (Editora de Política):
"O Mal-Estar com o Voto Universal" (Direito de apenas 22 anos explica estranheza).
Neste artigo sereno, ela aborda/analisa a frase da jovem advogada Mayara Petruso contra o voto nordestino, lembra que Collor, FHC (2 vezes), Lula (2 vezes) e agora Dilma foram, sim, eleitos com votos do povo.
Só ganha eleição no Brasil quem consegue atingir, "além da banda remediada, os eleitores mais pobres e de baixa escolaridade".
Ela analisa o caso da cidade de Marcelândia (MT), onde Serra obteve 75,7% dos votos no segundo turno. Lá, no primeiro, Marina tivera 1,3%. E por que? Porque era o município que mais desmatava no país. Foco da operação "Arco de Fogo", Marcelância zerou o desmatamento. Mas se vingou do Ibama, do Governo, de Marina...
No Acre, Serra teve 69,9% dos votos. Uma das explicações é a revolta do Estado com o Ibama...Em Roraima, Serra teve 66,5% dos votos. Arrozeiros e grande parte da população do Estado estão revoltados contra o Governo, por causa da demarcação da Reserva Raposa do Sol....
Some-se o CINTURÃO AGRÍCOLA DO SUL E CENTRO-OESTE.......
"Livre-pensar é só pensar" Millor Fernandes