

Salvador Allende acreditava na via pacifica para alcançar as transformações sociais rumo a uma sociedade igualitária - era a via socialista chilena. Foi um sonho germinado num país latino-americano cujo padrão educacional fazia inveja a maioria dos países deste continente. E por isso mesmo o nivel de compreensão politica da população fazia crer na concretização desta possibilidade defendida por Allende. Na medida que o governo de Allende acenava com avanços uma outra força avança rumo ao contrario, estes apoiados fortemente pelos Estados Unidos da America do Norte que não se importava com as limitações das sua intervenções, mesmo que isso custasse a vida de milhares de pessoas. A questão estava posta, o governo de Nixon jamais admitiria uma outra Cuba perto dos territorios sob sua influência, o contágio do golpe militar se espalhava por todo continente, inclusive Nixon ao visitar a ditadura brasileira declarou para quem quisesse ouvir:
"Para onde for o Brasil irá todo o continente latino-americano."
E no Brasil os desmandos já se tornara parte do cotidiano dos brasileiros. A repressão depois de treinada pelos agentes norte-americanos colocava em pratica a "tolerância zero"contra os adversarios do regime: prisão, tortura e assassinato. Quando Pinochet e seus aliados tomam o poder no Chile, o grau de repressão brasileiro parece uma brincadeira: No Chile milhares de pessoas foram encarceradas, sem qualquer interrogatorio. Soldados espancavam pessoas e queimavam livros. Grupos de pessoas eram fuzilados por pelotões de atiradores, corpos apareceram boiando no rio Mapucho. Implacável caçada humana contra adversarios ou ex-colaboradores do governo Allende, e quando encontrados foram sumariamente assassinados.
Sob escarnio as leis internacionais Pinochet mandava localizar e assassinar adversarios no exterior.
Tudo isso sob a bênção do governo norte-americano e que inclusive disponibiliza profissionais para que essas ações tivessem completo êxito.
Como parte da Guerra Fria, o governo Reagan colabora que fosse implantado no Chile uma vitrine de sucesso do seu projeto "neo-liberalismo economico", economistas treinados em Chicago implantam uma modernização economica, cujo esteio é a privatização e a participação minima do Estado na gestão publica.
Deu certo, mas os resultados negativos surgem agora com milhares de estudantes chilenos indo as ruas clamando reforma do ensino, mesmo em confrontos com as forças militares.
A Historia já mostrou nem tanto a terra e nem tanto ao mar, mas se faz necessario que a sociedade como um todo tenha responsabilidade, principalmente o Estado como instituição protetora da pouplação em geral: Educação, Habitação e Saude.


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